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International SuperStar Soccer (DELUXE!) O bisavô do E-football

Foto do escritor: Set Nerd
Set Nerd
4 de dez. de 2021
6 min de leitura

Nosso review de hoje vem do nosso bom e saudoso (Ou não) Super Nintendo: International SuperStar Soccer deluxe.


Sempre que venho publicar algum texto procuro citar um ou outro detalhe do jogo casado com minhas vivências nas jogatinas da vida. Dizendo isso, preciso afirmar que nada se compara, até então, lá pelos idos do natal de 1995 o tipo de imersão que esse game proporcionou-me. Incrível. Para quem era acostumado a ver jogos de cima, tal qual uma mesa de botão, movimentação limitadíssima de jogadores, padrões de times e táticas estáticos e etc...

Observar características semelhantes ao ambiente que o futebol real proporcionava era surreal. INTERNATIONAL SUPERSTAR SOCCER (DELUXE!) sem sobra de dúvida é o melhor futebol na era 16. O jogo é praticamente o que hoje se enquadraria em uma dlc do primeiro game da franquia no Snes (International SuperStar Soccer), onde houve melhorias e algumas novidades. Dito o meu encantamento pelo game, prefiro continuar o texto em tópicos pra tentar convencer alguém a dar uma bela espiada nesse título, obviamente, caso ainda não conheça essa obra de arte.


Modos de Jogo


Open Game – Amistosos entre amigos (o que bombava nos anos 90), o famoso multiplayer local. O legal é que havia a possibilidade para até quatro participantes nas partidas. Além disso, era possível enfrentar o computador ou simplesmente fazer uma partida entre Computador vs Computador.


Short League – Liga entre até 6 players.


Short Tourneament – Torneio entre até 8 players


Scenario – Tá aí um lance que era desafiador. Você era colocado em um possível cenário em 12 partidas pré-definidas. Cada uma dessas partidas já tinha uma situação definida, cabia a você reverter a situação vencendo o jogo. Por exemplo: Partida Itália 1 x 2 Croácia. Você tinha um escanteio a favor e o objetivo de vencer o jogo com apenas 1 minuto e 14 segundos restantes mais acréscimos.


Penalti Kick – Disputas de pênaltis entre multiplayers locais ou entre Cpu.


International – A Copa do Mundo. Existia uma classificatória semelhante a eliminatórias antes da Copa. Classificando-se, você chega aos grupos do mundial.


World Series – Enfrentamento de pontos corridos entre todas as 36 seleções do game com Ida e Volta.


Training – Modo de Treinamento.


Customização


Diferencial importante no jogo:


- Você poderia escolher o juiz que apitaria a partida. Se as regras seriam as oficiais ou não (se existiria faltas ou impedimentos, por exemplo).


- Tempo de jogo (3, 5 ou 7 minutos).


- Nível de dificuldade da CPU ou do goleiro CPU entre Nível 1 (easy) e o Nível 5 (Hard).


- Condição climática (Sem chuva, Chuvoso ou com NEVE!).

- Escolha de Estádios (8 estádios, inclusive com diferenças de desenhos entre os campos de jogo e BGM de torcidas).


- Condição física (Bonequinhos felizes ou cansados).


- Quantidade de jogadores que iniciariam a partida (entre 11 e 7 jogadores).


- Customização de escalações, formações e mentalidade tática da equipe (inclusive com o jogo em andamento).


- Disputar "Cara ou Coroa" para escolher começar com a bola ou o lado do campo.

- Reposicionamento de 1 jogador ou o time todo de maneira manual.


- Customização de uniformes (saudades!)


- Cobradores de Falta, escanteios e Penaltis.


Gameplay


A fluidez do jogo, para a época era absurda: a mobilidade do jogador era livre e total. Efeitos na bola eram astronômicos (o chute poderia fazer uma curva de quase 360°). Isso deixava o jogo divertidíssimo. O ângulo da câmera no padrão “TV” também dava um aspecto de realidade para as partidas.

As partidas iniciavam com o clássico “cara ou coroa” que o árbitro realiza para definir quem saí com a bola ou qual lado do campo quer escolher.

Foi o primeiro jogo que percebi um cuidado com o trio de arbitragem. Eles apareciam no campo de jogo concomitantemente com os jogadores das seleções. No Winning Eleven do Ps1, que era estrondosamente mais evoluído e uma continuação clara do ISS, o trio de arbitragem não aparecia em campo com o jogo rolando. Carretilhas, toques de letra, balão, embaixadinhas, defesas plásticas, comemorações no telão do Estádio, tudo isso fazia parte das partidas.


Jogadores


Como não havia licenças dos jogadores, a saída foi adotar nomes genéricos aos jogadores e foi aí que o jogo criou ídolos dos games idolatrados até hoje.

- Allejo/Bebeto (Brasil) – Aqui é um erro Histórico (a meu ver), pois, o Romário era mais artilheiro que o Bebeto.


- Sieke/Jürgen Klinsmann – Mito dos Mitos da grande área. Jogador que mais gostava desse game (e , claro, melhor que o Allejo . Por favor, não me julgue).


- Capitale/Batistuta (Argentina) – Chutava mais forte que o Kojiro Ryuga.


- Furte/Caniggia (Argentina) – Driblava mais que o bruxo.


- Premoli/Maldini (Itália) – Não passava nem sinal de Wi-Fi na zaga.


- Van Wijk/Gullit (Holanda) – Chutaço e bom passe.


- Ewing/Alexi Lalas (Estados Unidos) - O zagueiro roqueiro da seleção norte-americana.


O interessante é que alguns desses jogadores tinham uma característica que permitia o seu reconhecimento dentro do campo de jogo (seja pela cor da sua pele, seu cabelo, ou adereços como faixas na cabeça, por exemplo).


Códigos


Juiz Cachorro - O Konami Code está presente no jogo e ele é responsável por um dos truques mais lembrados entre os gamers dos anos 90: o juiz transformado em cachorro. Algo corriqueiro na América Latina é ver cães invadindo o gramado de jogo, mas, ver os caninos mandando na partida, era algo estranho e sensacional ao mesmo tempo.

Com o player 2 na tela inicial de apresentação onde aparece o “Press Start” faça o seguinte código: Cima, Cima, Baixo, Baixo, Esquerda, Direita, Esquerda, Direita, B, A.


Time All Stars – Seleções da Europa (A e B), América, África, Ásia e Seleção do Mundo.

Com o player 2 na tela inicial de apresentação onde aparece o “Press Start” faça o seguinte código: R, Cima, Baixo, L, X, B, Esquerda, A, Direita, Y.


Vamos a crítica Set Nerdic. Como sempre, avalio o game em 4 aspectos: Trilha Sonora/Sons do Game (Marcante, boa, horrorosa), Gameplay (Sensacional/Imersiva, Ok/Joguei de boas, Me senti “Sei lá”/Chatão), Mecânicas (Respondem muito bem/Intuitivas, Adaptável, Complicadas), o game é atemporal? (Envelheceu bem, envelheceu mal) vamos ver a nota ISS:

Trilha Sonora – Marcante (9,5) – É fantástica. O Som ambiente dos estádios serviu de inspiração para as gerações futuras de jogos de futebol. Trilha sonora dos menus empolgante. Incluindo o detalhe da música alternar conforme o modo de jogo que você escolhia.

Gameplay – Sensacional (9,5) – Vivenciar a copa do mundo dentro de um vídeo game foi uma experiência absurda. Mesmo com a chegada de seu sucessor Winning Eleven trazendo a sua "fidelidade gráfica" impossível de ser melhorada (segundo nossas opiniões da época), ISS estabeleceu parâmetros e tirou o futebol da mesmice.

Mecânicas – Adaptável (8,5) – Os jogos de futebol não são fáceis de aprender os comandos. Isso é o diferencial em jogos de esporte: cada esporte tem suas particularidades. Mesmo com boas respostas em relação aos comandos, fazer certos tipos de jogadas podem ser demasiadamente difíceis, mesmo para jogadores experientes. O fato de poder alterar a configuração dos botões é algo notável em ISS. Algo que é diferencial no game também é o "efeito" que é possível utilizar ao lançar um bola. Por vezes, a "física não permite" tal jogada, mesmo assim, é possível realizá-la.

O Game é Atemporal ? – Envelheceu bem (7,5) – Tempos atrás apresentei esse jogo para meu pai (que era jogador de Winning Eleven na época do Ps1) e ele ficou maravilhado com o game. Inclusive, disse que o jogo parecia mais "divertido" que o Winning Eleven, já que o WL tem um ar mais "sério" e menos "caricato" que o ISS. Acredito que se apresentarmos ISS para algum player que não conhece o jogo a resposta será semelhante aquela que meu velho respondeu ao ver o game.


Obviamente, se analisarmos os gráficos atuais em comparação com ISS a nota iria lá para baixo, mas, aí entraríamos no perigoso campo do anacronismo. Cada época com suas respectivas tecnologias, avanços e retrocessos.

Mas algo que não cabe no anacronismo foi a ideia em colocar um Password HORROROSO no game. Não é possível que alguém tenha digo: "- Já sei! Vamos colocar um Password confuso para o jogador nunca mais voltar ao estágio em que ele estava". E a nota é "menos alta" aqui por culpa dessa ideia furada.

O resultado da análise da crítica Set_Nerdic é de 8,75 (somando as notas e dividindo por 4)


Muitas tardes (perdidas ou não) nesse game que não era tão politicamente correto (você poderia dar um chute no goleiro quando o jogador iria repor a bola em jogo ou fazer gols do meio-campo e ganhar do amiguinho na trapaça) mas, garantiu certamente grandes momentos de felicidade e zoeira entre a molecada dos anos 90!


O ponto negativo (já citado) foi o pior Password da História dos Video Games (naipe de carta de baralho, símbolos, letras maiúsculas e minúsculas, números, etc), já que, para completar o World Series ou você deixava o Snes ligado direto (torrando a sua fonte) ou anotava o Password (e nunca mais o acertaria).


Esse jogo te traz boas lembranças? Conta pra gente aqui nos comentários!

Aquele abraço e até a próxima!

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