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Um Novo Capítulo no Futebol Digital: Konami x EA

Foto do escritor: Set Nerd
Set Nerd
17 de nov. de 2021
2 min de leitura

Atualizado: 18 de nov. de 2021

Impérios não duram para sempre. Reinados acabam. Todo o carnaval tem o seu fim. Nada é perpétuo. Essa premissa funciona com as empresas e seus segmentos: marcas e produtos são lançados, alcançam notoriedade e sucesso, após isso, o declínio. Logo, a Konami (a meu ver) está longe da disputa com EA após o lançamento do E-football em 2021. A empresa visou à expansão para um setor importante dos games: os mobile. Contudo, apesar da boa visão de mercado, expandindo sua marca até um consumidor que estava à margem para ser atraído para o segmento, o jogo foi lançado com diversos bugs (é claro que falo de uma maneira geral). Isso irritou os fãs da série e rechaçou potenciais novos fãs. A mudança não foi somente no título: o jogo passou a ser um serviço grátis e, obviamente, mesmo que boa parte dos fãs de futebol atentam-se para a EA nesse momento, em algum instante, mesmo que por curiosidade, experimentarão a nova proposta da Konami, afinal, é de “grátis”.


A troca de nomes dos games de futebol aqui para o ocidente não é novidade, já tivemos nomes que reinaram nas locadoras e disputas de bairro desde 1995: International Superstar Soccer, Goal Storm, Winning Eleven, Pro Evolution Soccer.

Todos esses títulos comandados pela Konami. A empresa lançou seu primeiro game lá no longínquo ano de 1985 e só foi parar no topo das quatro linhas digitais, de fato, em 1995 com uma “dlc” de International Superstar Soccer, o International Superstar Soccer Deluxe. De lá para cá, mesmo que a EA lançasse títulos de qualidade, nada superava a jogabilidade, narração e gráficos realistas dos games da Konami (UAU!). A Era de ouro da Konami no futibas digital perdurou até o PES 2013. Os fãs da franquia são praticamente unânimes em eleger esse game como “O melhor de todos os PES” (pelo menos os fãs que eu conheço).


Enquanto a EA aprimorava cada vez mais a jogabilidade, modos de jogo, gráficos e licenças (de times e competições), a Konami permaneceu com a mesma fórmula mágica até o desastroso PES 2014. Este foi tão criticado quanto o atual E-football e para piorar, a EA fez um excelente trabalho no Fifa 14. Mesmo assim, nunca se encontrava uma unanimidade quando o questionamento era sobre o “melhor” futebol digital existente, até chegar o ano de 2021. Cabe a Konami rever os processos que levaram os títulos a colher esses resultados e críticas, reavaliar ações e ouvir a comunidade. Como disse no início desse texto: “Reinados acabam. Nada é perpétuo”. Isso vale para o sucesso, mas, também para o fracasso.

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